A querida Patrícia recebeu o nome de batismo de Sônia Meneses Pizzo, nasceu no dia 06 de janeiro de 1931 em Franca, no dia de Santos Reis. Filha de Jerônimo Guido Menezes e Dona Albertina Moreira da Silva, ele motorista de praça e a mãe dona de casa.
Sua mãe fez questão de que a filha mais estudasse no melhor colégio da cidade, o Colégio de Lourdes, que era frequentado por garotas da alta sociedade de Franca. Neste local, Sonia entendeu que para realizar seus sonhos teria que ser mais forte e não deixar se abater pelas dificuldades. Sofreu preconceito por ser de família humilde, mas venceu e conquistou o carinho das madres que coordenavam a instituição e, com muito estudo e determinação, formou-se professora.
Foi na época do colégio que conheceu o amor da sua vida, Américo Pizzo, com quem se casou e teve dois filhos, Américo Pizzo Junior e Mauro Menezes Pizzo. Os dois se conheceram na Praça “Nossa Senhora da Conceição”, onde os jovens se encontravam para flertar com as moças.
Patrícia ousou enfrentar o preconceito de tempos idos para mudar a sua vida e escrever uma nova história. E assim o fez.
Aos 27 anos começou sua carreira no colunismo social. Em 1958 o saudoso Dr Alfredo Henrique Costa, então diretor do jornal Comércio da Franca concede a Patrícia uma oportunidade que mudaria o caminho de sua vida. Meio a muito preconceito por ser uma pessoa humilde junto a alta sociedade francana, aos poucos foi ganhando notoriedade e sagrou sua carreira enfrentando calúnias e até perseguição, mas nada a afastou de sua determinação.
A Querida Patrícia teve uma vida de resiliência e muita fé. Apesar da perda do seu grande amor em 1985 e subsequente perdeu seus tesouros maiores, seus dois filhos no auge de suas vida. Mas no dia seguinte, já estava a postos com o microfone em punho com o propósito de vencer. Se tornou referência pelas atitudes e força de vontade.
Trabalhou por 32 anos no Jornal Comércio da Franca, depois 21 no Diário da Franca e por fim voltou ao Comércio com uma página aos sábados e página dupla aos domingos, com o nome Patrícia.

Em 28 de setembro de 1970 foi agraciada com o título de Cidadã Emérita de Franca pelo Dr. Fábio Liporoni na Câmara Municipal.
O rádio também sempre foi sua paixão, tanto que passou pela radio Imperador, Difusora, Hertz, União FM, e agora, de novo, está aos sábados na Difusora, das 10h ao meio dia. Sua carreira é longa também na TV regional. Há quase trinta anos está na TV Record, tendo passado também pela TV Clube/Bandeirantes.
Em 1997 casou-se novamente com Cecílio Jorge.
Dentre seus principais feitos, sem dúvida a fundação da APAE e ter sido a madrinha da FRANCAL ficarão eternamente gravados na história.
Em 2011 ganhou sua biografia que recebeu o título de “Querida”, assinada por Lucia Helena Maniglia, patrocinada pela Francal Feiras, sua história foi misturada à história de nossa cidade, do Brasil e até do mundo.
Além de participar de vários momentos importantes da construção da cidade, tanto na política, como na economia, no comércio, e claro, sem deixar o lado social de lado. Tem o respeito não só dos francanos, como também em várias cidades do interior paulista e capitais, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Sempre sonhadora e acima de tudo realizadora, lutou e luta para que Franca e seus cidadãos tenham destaque e um grande crescimento social, político e espiritual, não fazendo distinção de nível social, grau de escolaridade, raça, opção sexual e credo.
Patrícia é a embaixadora de Franca. Para os seus companheiros de imprensa ela é referência, exemplo de dedicação, integridade e de como se deve trabalhar.
Patrícia por ela mesma... prepara o lenço.
Patrícia sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) em 13 de agosto de 2020. Depois de permanecer internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Regional até 28 de agosto, a colunista foi transferida no dia 10 de setembro para a clínica.
A menina pobre que reiventou o colunismo de Franca faleceu dia 07 de Agosto de 2021, deixando um legado sem igual.
A Patrícia é a número um da comunicação, a diva, o ícone e símbolo maior da imprensa em nossa cidade.
Patrícia amava Franca!
Era Gente da gente!.